sexta-feira, 1 de julho de 2011

José do Egito: Sonhador





Ah! Como é bom sonhar! Não me refiro aos sonhos vividos enquanto dormimos. Esses, se floridos, também nos deixam boas lembranças; é comum até torcermos para que se repitam. Refiro-me aos que sonhamos acordados, àqueles que parecem nos tirar da órbita terrestre, fazendo-se quase realidade imediata. Há duas frases muito inteligentes, de autores desconhecidos, que dizem: "O sonho comanda a vida" e "Você é do tamanho do seu sonho". Uma outra, de Max L. Forman, afirma: "Uma das calamidades da vida é sonhar apenas quando estivermos dormindo". Verdade!

José sonhou grande! Investiu na fé e na perseverança. Aprendeu com o Pai, que foi o maior de todos os sonhadores. E Jesus?! Ele sonhou tanto, e tão alto, que dividiu em dois períodos a História da Humanidade: o antes e o depois de seu nascimento. Em outras eras, homens e mulheres continuaram sonhando!... e também fizeram história. São muitos: Abraham Lincoln, Martin Luther King, Rui Barbosa, Osvaldo Cruz, Madre Teresa de Calcutá, Joana d'Arc, Elizabeth I, Evita Perón, Anita Garibaldi (Heroína dos Dois Mundos) e outros que transformaram seus sonhos em páginas de ouro das bibliotecas.

Vários livros narram a história de José. Porém, a mais bela de todas está na Bíblia. Ao lê-la, passamos a conhecer mais de perto a sua família, e percebemos os perigos que o cercavam. Um lar contaminado pela mentira, por atos libidinosos, enganosos - Jacó foi enganado pelo próprio sogro -, pela inveja e falsidade. Se ele vivesse nos dias de hoje, e não tivesse um Deus presente, eu diria que tinha tudo para ser um menino de rua. Em cada página lida, vemos que José, apesar dos exemplos negativos dentro de casa, apegava-se ao legado vindo do Altíssimo, pois esse ninguém poderia roubar. Fica claro que ele fora separado e ungido por Deus. Era um escolhido! Sabia que era o filho favorito e que, por isso, era odiado pelos irmãos. Mas isso não diminuiu a grandeza de seus sonhos.

Foi traído pelos irmãos e ameaçado de morte; sofreu a dor de viver separado dos pais e de Benjamim, o irmão que ele mais amava; passou fome, tremeu de frio e de medo, experimentou a solidão, foi humilhado, vendido como escravo. Mas não parou de sonhar. José era como o monte Sião, que não se abala nunca. Apesar de todo o infortúnio, manteve-se fiel ao seu Deus. Esse foi, sem dúvida, o requisito principal para fazê-lo vencedor. Após ser vendido pelos irmãos, o Senhor o usou para deixar uma preciosa lição de fé, esperança, perseverança em oração, e perdão. No livro "José - um homem íntegro e indulgente" (série heróis da fé) o autor diz: "Nenhum ato é mais poderoso do que a oração".

Foi por cultivar essa fé, e fazer dela um escudo, que José conquistou fortuna, força, autoridade e poder. Por ser incorruptível e gozar de regalias no palácio, tornou-se vulnerável às intrigas da época. Foi preso, sofreu novas injustiças, mas libertou-se ao interpretar outro sonho, que serviu de alerta ao Faraó. Após situações ainda conturbadas, sua inocência foi reconhecida, seus inimigos foram punidos, e ele chegou ao mais cobiçado posto: Governador do Egito. Faraó colocou um anel em seu dedo (símbolo de poder) e lhe disse: "Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu" (Gênesis 41: 40).
Essa história prova que felizes são os que aprenderam a sonhar! Jamais desistem de seus sonhos e lutam pela realização de todos eles. Sigamos esse exemplo!

Autor: Ruth Pessanha Viana

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